LGBT+Fobia no Âmbito do Trabalho: Desafios e Como Enfrentá-Los
9 de novembro de 2023
Evento agendado para o dia 13 de novembro é aberto ao público e gratuitoA LGBTfobia, também conhecida como homotransfobia, é o termo utilizado para as violências cometidas contra a população LGBTQIA+. Ela se manifesta através de uma série de atitudes ou sentimentos negativos motivados pela orientação sexual e/ou sua identidade de gênero. Um evento com a participação de convidados será promovido pelo Coletivo LGBT+ da Faculdade de Medicina FACERES, no dia 13 de novembro, a partir das 18h30, no auditório da instituição. Para falar sobre esse tema Danielle Joia (técnica de handebol da FACERES e ex atleta olímpica pela Seleção Brasileira), Dr. Gustavo Carneiro (cirurgião plástico e docente da disciplina de cirurgia da FACERES) e José Luiz Borges (educador físico, bacharel em direito e acadêmico da FACERES), vão fazer palestras expositivas. Segundo dados do Anuário de Segurança Pública divulgados em julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as ocorrências de homofobia ou transfobia aumentaram 54%, passando de 316, em 2021, para 488, em 2022. Os valores podem ser ainda maiores, uma vez que os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul não responderam ao pedido de disponibilização dos dados de racismo.Em relação à especificação do crime de racismo por homofobia, oito estados não informaram os casos: Amapá, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Na soma das unidades da federação que divulgaram os dados, as agressões contra gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, travestis, intersexuais e demais membros da comunidade LGBTQIA+ subiram 13% entre 2021 e 2022. Foram 2.324 registros de lesões corporais em 2022, contra 2.050 ocorrências no ano anterior. Os seguintes estados não disponibilizaram informações: Acre, Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O número de registros de homicídios contra a população LGBTQIA+ caiu de 176 em 2021 para 163 em 2022. No entanto, os pesquisadores enfatizam a subnotificação nos casos. Eles citam como comparação um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), que identificou 256 casos de morte violenta contra LGBTQIA+ no Brasil em 2022. Outro levantamento, feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), contabilizou 131 vítimas trans e travestis de homicídio no período.