EX USUÁRIA DE CRACK AGRADECE GCM POR REDE SOCIAL

Ela afirma que decidiu lutar contra o vício após orientação de agentes da Guarda Civil Municipal

Um relato incomum e emocionante chamou a atenção dos agentes da Guarda Civil Municipal de Rio Preto na semana passada schriftarten für mac herunterladen. Nele, uma ex-usuária de crack define como transformadores os seguidos contatos que teve com agentes da GCM na praça Dom José Marcondes. Segundo ela, os encontros ocorreram há pouco mais de dois anos em situação bastante delicada – quando costumava visitar a praça para usar crack microsoft office herunterladen. Agora, em recuperação, criou coragem para contar à corporação sua história por meio da página da GCM no Facebook.

“Em maio de 2016, eu estava no uso compulsivo de crack, me prostituindo e já não ia mais para casa. Um dia, a GCM me prendeu na praça Dom José Marcondes e fui levada para o plantão policial herunterladen. Um filme em minha cabeça, porém fui liberada e voltei para casa”, escreveu.

Foram dois anos de dependência química que tiveram início após ela procurar o crack, em 2014, como refúgio para um quadro de depressão zombs royale herunterladen. Nesse período, perdeu quase tudo que tinha: o emprego, o casamento e a guarda da filha mais velha. Até a vaidade ficou de lado. “Minhas mãos viviam queimadas por causa do cachimbo e do isqueiro simap documents. Hoje me emociono de ver minhas mãos perfeitas novamente”.

No período em que usava a droga, teve sucessivos encontros com agentes da GCM que atuam na vigilância do Calçadão de Rio Preto program to download from youtube videos for free. As abordagens terminavam sempre com conselhos e um pedido. “Eles [agentes] diziam para eu voltar para casa, porque minha família estava me esperando”, lembra emocionada tails herunterladen.

No ápice da dependência, passou a viver na rua, período em que começou a portar quantidades maiores da droga. Foi nessa época que foi parar na delegacia canon bilder herunterladen. “Tive muito medo de ser presa. Respondo processo até hoje, mas não tenho raiva da GCM. Eles conversaram comigo o tempo todo e me fizeram refletir sobre tudo aquilo ccleaner gratis downloaden voor windows 10. Ouço as palavras deles em minha cabeça até hoje”, diz.

Foi após esse episódio que ela iniciou voluntariamente uma internação para tratamento herunterladen. “Passei três meses internada e digo que vou estar sempre em recuperação. Vivo um dia de cada vez e procuro a felicidade na minha família. Nas minhas filhas e na minha mãe encontro a força que preciso”, afirma.

A história que chegou ao conhecimento da CGM é mais uma motivação para o trabalho dos agentes. “Foi gratificante receber essa mensagem e saber que colaboramos com a recuperação de uma pessoa. Às vezes, pessoas nessa situação precisam de uma palavra, um incentivo. Os guardas que abordaram essa mulher poderiam simplesmente prendê-la e encaminhá-la à delegacia, mas conversando com ela e conhecendo sua história, agiram com humanidade e deram conselhos que ajudaram nesse processo de libertação’”, disse o diretor da GCM, Pedro Silvio da Silva.

Antes de encerrar a carta agradecendo a corporação, ela conta que passou por internação e tratamento e que agora está longe das drogas.

Leia abaixo a íntegra da carta enviada pelo Facebook à GCM:

Em maio de 2016, eu estava no uso compulsivo de crack, me prostituindo e já não ia mais para casa.

Um dia, a GCM me prendeu na praça Dom José Marcondes e fui levada para o plantão policial. Lá eu tive muito medo de ir presa e passou um filme em minha cabeça, porém fui liberada e voltei para casa.

Por algumas vezes ainda usei droga, mas eu nunca me esquecia dos GCMs me parando e aconselhando a sair dessa vida e ir para casa, pois eu tinha uma filha me esperando lá.

Hoje sou grata por aquele dia de 2016. Precisei de ajuda para entender que, se eu não parasse, eu ia ser presa ou morta. Busquei tratamento, me internei e hoje estou limpa, não uso mais nada.

O trabalho de vocês (guardas), não foi só me prender, vocês também me conscientizavam quando eu ia tentar usar. Cheguei a ir na praça e voltar para casa lembrando do conselho de vocês.

Obrigada mais uma vez a vocês, Anjos das ruas, sem asas, que não sabem se vão voltar para casa, mas sabem que vão ajudar alguém”.

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