Região Norte leva a diversidade cultural de Pará, Roraima e Tocantins ao 62º FEFOL - Eloisa Mattos

Região Norte leva a diversidade cultural de Pará, Roraima e Tocantins ao 62º FEFOL

Olímpia, 26 de junho de 2026 —O Norte do Brasil marca presença na 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) com grupos que levam ao palco a força da cultura amazônica e das tradições populares da região. Entre carimbós, batuques de tambor marajoara, danças de matriz indígena e cabocla e a suça de herança afrodescendente, a delegação nortista traz a Olímpia um recorte da pluralidade cultural de Pará, Roraima e Tocantins, e dois desses grupos sobem pela primeira vez ao palco olimpiense herunterladen.

 

Criado em 1965 e realizado de forma ininterrupta desde então, o FEFOL é um dos maiores e mais longevos eventos de cultura popular do Brasil. Nesta edição, que acontece de 1º a 9 de agosto, com entrada gratuita, o festival reúne mais de 70 grupos de todas as regiões do país, sob o tema “Aquele Abraço” e celebrando o Jubileu de Alecrim herunterladen. A cada ano, a cidade se transforma em vitrine das tradições brasileiras e o Norte ocupa esse palco com expressões que permanecem vivas em seus territórios de origem.

 

Pará

O Pará chega ao festival com dois grupos. De Belém, a Associação Cultural Sabor Marajoara retorna a Olímpia levando o carimbó e outras manifestações da cultura popular amazônica I can't download steam. Fundada em 1989 e reconhecida como Ponto de Cultura, a entidade desenvolve há mais de três décadas um trabalho de pesquisa, preservação e difusão das tradições paraenses, reunindo dança e música em apresentações que já percorreram festivais em diversos estados brasileiros.

 

Da Ilha de Marajó, o Grupo Cultural e Parafolclórico Eco Marajoara, de Soure, faz sua estreia no FEFOL. Criado em 1988 a partir de um projeto de educação ambiental ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA), o grupo une dança, teatro e o batuque do tambor marajoara em espetáculos que valorizam as tradições ribeirinhas, a biodiversidade amazônica e a identidade cultural do povo marajoara zombs royale.io herunterladen. Ao longo de 37 anos de trajetória, já levou suas apresentações a festivais em diferentes regiões do país.

 

Roraima

De Roraima vem o Grupo Folclórico Tribo Waiká, que também estreia no festival. Criado em 2020 durante a pandemia, com apoio da Lei Aldir Blanc, o grupo tem o nome inspirado em uma das tribos ancestrais que habitavam a região do Rio Branco e nasceu inspirado no Festival das Tribos de Juruti, no Pará kostenlose volksmusik herunterladen. Suas apresentações combinam dança, música e artes cênicas para valorizar as matrizes indígena e cabocla que formam a identidade cultural roraimense, resgatando mitos, personagens e ritmos tradicionais frequentemente ameaçados pelo esquecimento.

 

Tocantins

O Tocantins será representado pelo Grupo de Suça “Tia Benvinda”, de Natividade, município considerado o mais antigo do estado e tombado como Patrimônio Cultural Nacional github repository herunterladen. Criado em 2017 para preservar a suça, manifestação de herança afrodescendente ligada ao ciclo do ouro na região, o grupo surgiu a partir de um projeto escolar e transformou-se em um importante coletivo cultural. Hoje reúne cerca de 50 jovens sob coordenação da professora Verônica Tavares e apoio de mestres populares. O nome homenageia Tia Benvinda, que participou do início da transmissão dessa tradição às novas gerações, na década de 1990 word herunterladen 2013. A suça é marcada pela alegria, pelas cantorias, pela viola, pelos tambores e pela forte presença nas festas populares e folias do catolicismo popular tocantinense.

 

Juntos, os grupos da Região Norte levam ao FEFOL manifestações que expressam a riqueza cultural da Amazônia brasileira. Entre ritmos, narrativas, matrizes indígenas e caboclas, influências afrodescendentes e saberes transmitidos entre gerações, as apresentações revelam a diversidade de povos e territórios que ajudam a formar a identidade cultural do país internetquellen herunterladen.

 

“A cada edição, o FEFOL reafirma seu compromisso com a preservação e valorização da cultura popular. É um trabalho construído com responsabilidade e respeito à diversidade que o festival representa”, afirma Priscila Foresti, secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia.

 

“Ver a Amazônia representada no nosso palco, com a estreia de Roraima, mostra o quanto o FEFOL aproxima o Brasil. Olímpia tem orgulho de abrir as portas para tradições que vêm de tão longe e que encontram aqui o reconhecimento que merecem”, destaca o prefeito Geninho Zuliani driver for hp printer.

 

62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL)

Datas: 1º a 9 de agosto de 2026

Local: Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna” — Av. Menina Moça, 800 — Olímpia/SP

Entrada gratuita

Canais oficiais: linktr.ee/folcloreolimpia

 

Sobre o 62º FEFOL

Sob o tema “Aquele Abraço”, o 62º Festival do Folclore de Olímpia acontece de 1º a 9 de agosto de 2026, no Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna”, com entrada gratuita warum kann ich im app store keine apps herunterladen. A edição celebra o Jubileu de Alecrim e reúne mais de 70 grupos no elenco confirmado: mais de 50 vêm de 21 estados das cinco regiões do Brasil e outros 20 são de Olímpia, que segue como protagonista da própria festa. Desse conjunto, 17 estreiam no festival. Nos nove dias, são mais de 130 apresentações noturnas e cerca de 50 participações diurnas em escolas, ruas, comércio e espaços públicos, envolvendo cerca de 2.800 artistas, músicos e coordenadores. A organização estima receber 180 mil visitantes ao longo do evento. O FEFOL é uma realização da Prefeitura Municipal de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura e Defesa do Folclore, com apoio de projetos de incentivo cultural e parceiros.

 

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